fbpx

O objetivo do estudo é oferecer um panorama geral dos investimentos da China continental no Brasil entre 2007 e 2020, com foco no último biênio. São explorados detalhes sobre o estoque e o fluxo desses aportes, sua distribuição setorial e geográfica, a participação do governo central nos investimentos e o modo de ingresso das empresas chinesas no Brasil. Para contextualizar a posição do Brasil em relação a outros países, é apresentada ao final do estudo uma análise dos investimentos chineses no mundo, com ênfase nas transformações do processo de extroversão das empresas chinesas entre os anos 2000 e 2020.

Nos últimos 14 anos, a China se consolidou como um dos principais investidores estrangeiros no Brasil, com um estoque que alcançou US$ 66,1 bilhões em 2020. Ao longo desse período, houve mudanças no perfil de empreendimentos que atraíram o interesse de empresas chinesas e oscilações no valor dos investimentos em razão de políticas domésticas adotadas por Pequim ou de turbulências no cenário internacional.

O presente relatório atualiza os dados do período 2007-2020 e apresenta pela primeira vez os resultados dos anos 2019 e 2020. As principais conclusões deste estudo são: • Entre 2007 e 2020, empresas chinesas efetivaram 176 empreendimentos no Brasil, com aportes que somam US$ 66,1 bilhões. Houve ainda 64 projetos não concretizados, com valor estimado em US$ 44,5 bilhões.

Até 2020, o Brasil recebeu 47% dos investimentos chineses na América do Sul. • 48% do valor do estoque dos investimentos confirmados entre 2007 e 2020 foram direcionados ao setor de energia elétrica – no qual há presença marcante de gigantes como State Grid e China Three Gorges –, seguido por extração de petróleo e gás (28%), extração de minerais metálicos (7%), indústria manufatureira (6%), obras de infraestrutura (5%), agricultura, pecuária e serviços relacionados (3%) e atividades de serviços financeiros (2%). Os 2% restantes foram direcionados a segmentos com participação individual inferior a 2%.

State Grid e China Three Gorges têm a maioria de seus ativos no exterior localizados no Brasil, com fatias de 48% e 60%, respectivamente. • Em número de projetos confirmados entre 2007 e 2020, o setor de eletricidade segue na liderança, com 31% do total, mas há um aumento considerável da participação da indústria manufatureira, que fica em segundo lugar, com 28%. Sob essa ótica, aumentam também as participações de projetos em tecnologia da informação (7%), agricultura (7%) e serviços financeiros (6%).

Em pouco mais de dez anos, empresas chinesas investiram em todas as regiões do Brasil. Há projetos chineses confirmados em 23 das 27 unidades federativas do país. O estado de São Paulo lidera com 31% do número de projetos confirmados entre 2007 e 2020, seguido por Minas Gerais (8%), Bahia (7,1%), Rio de Janeiro (6,7%), Goiás (5,4%) e Pará (4,6%).

Clique para continuar