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04/09/2017

Concerto de Percussão de Música Chinesa

 

O Instituto Confúcio na Unesp convida todos os interessados a assistir "O Concerto de Percussão de Música Chinesa" em comemoração ao dia do Instituto Confúcio. A entrada é gratuita e tem como objetivo divulgar a arte e a cultura chinesa.

Local: Instituto de Artes na Unesp - Teatro de Lourdes Sekeff

Dia: 26 de setembro de 2017 - às 20h

Público a partir de 12 anos

Inscreva-se mandando um e-mail para: elis.santos@institutoconfucio.unesp.br com o assunto "Inscrição dia do Instituto Confúcio".

 

Grupo PIAP

 Grupo de Percussão do Instituto de Artes da UNESP

Direção: Carlos Stasi

Codireção: Eduardo Gianesella e Paulo Zorzetto

Professores Assistentes: Rafael Y Castro e Fernando Miranda

 

Integrantes:Andressa Daniella, Bruna Lopes,Diego Althaus, Fernando Reis,

Gabriel Eller, Giovanni Aglio, Gustavo Neves, Joachim Emidio, Jefferson Silva,

Leandro Amorim, Marcelo Fogaça, Pamela Simões, Rafael Costa, Rafael Dalchau,

Rodrigo Cleto e Rogério Alves

 

Compositor residente: Alisson Amador

Regente convidada: Carol Blanco Silva

 

O Grupo PIAP iniciou suas atividades em 1978 com John Boudler, que foi seu diretor durante 35 anos.

 

 

Programa

 

Guo Wenjing(1956) – Parade - Op. 40 (Xuan) (2003)

 

Alexandre Lunsqui(1969) – Shi (2008)

 

 

Guo Wenjing (1956)– Drama – Op. 23 (Xi) (1986)

 

Arthur Rinaldi(1980) – Septeto (2008)

 

Tona Scherchen-Hsiao (1938)–   Yi - Six Short Images for Marimba (1973)

 

Carlos Stasi(1963) – 33 Samra Zabobra (1987)

 

OGrupo PIAP foi criado por John Boudler em 1978 para o aperfeiçoamento acadêmico-artístico de seus integrantes e como veículo de divulgação do repertório para percussão no Brasil. Formado pelos alunos do Curso de Bacharelado em Percussão da UNESP, o Grupo PIAP também conta com eventuais convidados, proporcionando uma oportunidade de aprimoramento camerístico. Pelo grupo já passaram 101 integrantes que se apresentam, estudam e/ou ainda trabalham por todo o Brasil e em mais de 40 países nos cinco continentes. Ao longo de seus 39 anos de atividades o PIAP tem colhido grandes sucessos, firmando-se no cenário artístico nacional através de concertos e gravações em disco, rádio e televisão. Apresentou-se nos principais Festivais de Música do Brasil. Entre suas atividades, merecem destaque: 1º lugar no II Prêmio Eldorado de Música e a gravação de dois LPs em 1986; turnê pelos EUA, apresentando onze concertos de Saint Louis a Nova York em 1987; Prêmio Lei Sarney, como Revelação na Categoria Grupo Instrumental em 1988; Prêmios Mambembe e APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) de Melhor Trilha Sonora pela participação na peça Péricles, Príncipe de Tiro de William Shakespeare em 1995; Projeto LinC da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo em 1997; lançamento do primeiro CD do Grupo em 1998; indicação na categoria Melhor Grupo de Música de Câmara pelo IV Prêmio Carlos Gomes em 1999; apresentação no Festival Percusiones del Mundo na Cidade do México com transmissão ao vivo via internet em 2000; eleito pela APCA o Melhor Conjunto de Câmara na categoria Música Erudita em 2003; lançamento de dois novos CDs em 2007; a turnê norte-americana de 37 dias apresentando dezoito concertos e onze masterclasses no início de 2010; e a turnê chinesa em 2011.  As gravações do Grupo PIAP podem ser encontradas em 10 CDs e 2 LPs.

 

Os compositores e suas obras:

 

Guo Wenjing(1956) nasceu em Chongqing, antiga cidade na montanhosa província de Sichuan. Várias de suas obras apontam para um profundo sentimento em relação à sua cidade natal. Em 1978, dentre 17 mil estudantes, Guo foi um dos cem admitidos na reabertura do Conservatório Central de Música de Beijing. Diferentemente de seus colegas de Conservatório, nunca quis deixar a China, afirmando que não teria sido possível para ele desenvolver sua arte se estivesse vivendo fora e preocupado em se manter, além do fato que isso significaria se distanciar dos cantores e instrumentistas tradicionais chineses que sempre foram sua principal fonte de inspiração. Apesar de afirmar que não faz música para o mundo ou para a China, ele afirma que sua música é muito influenciada por seu passado, origem e cultura. Ele diz: “Mesmo que os próprios chineses não me aceitassem, minhas composições ainda seriam parte da cultura chinesa, ou pelo menos parte da vida contemporânea chinesa, simplesmente porque eu vivo na China.... E como um compositor chinês vivendo na China, é meu trabalho expressar meus sentimentos sobre aquilo que está acontecendo aqui e agora... [Mas] eu não sei o que deveríamos entender por um ‘compositor chinês’. Ninguém pode regular o que a música chinesa deve ser.” Na cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2008 em Beijing ele criou um programa chamado Movable-Type Printing, no qual atores vestidos com roupas tradicionais chinesas liam os Analectos de Confúcio, o livro doutrinal mais importante do confucionismo. Guo foi chefe do Departamento de Composição do Conservatório Central, onde ainda leciona.

 

Em Parade (2003) é utilizado o processo chamado Composição Extrema, procurando expor da maneira mais completa possível as características de um único instrumento, neste caso o gongo da ópera de Beijing. Para isso, sugere que os importantes aspectos e efeitos visuais da obra possam ser vistos pelo público. Em Drama, ele usa a mesma ideia de que um instrumento – neste caso o prato – pode produzir diversos sons. O título deixa claro, mais uma vez, a importância dos movimentos, gestos e aspectos visuais da performance para esse compositor.

	 

Alexandre Lunsqui(1969) nasceu em São Paulo, Brasil. Depois de dez anos com sede em Nova York, retornou ao Brasil como Professor de Composição e Teoria da Universidade Estadual Paulista da UNESP. Estudou na Universidade de Campinas (BM), Universidade de Iowa (MA), Universidade de Columbia (DMA) e IRCAM (cursus de composição de ano e música de computador). Ele estudou com Tristan Murail, José Augusto Mannis, Fred Lerdahl e Jeremy Dale-Roberts. Outros professores importantes foram o maestro Cyro Pereira, Rafael dos Santos, o Hilton Jorge Valente, Ziara Brant de Carvalho e Donald Martin Jenni. Sua música também incluiu jazz e improvisação contemporânea. Premiado nacional e internacionalmente, sua música é tocada por diversos grupos em inúmeros concertos e festivais por todo o mundo.

	

Nas palavras de Lunsqui, “Shi (2008) foi criada a partir de uma visita a Chinatown, em Nova Iorque. Munido de dois chopsticks (hashi), fui experimentando as sonoridades de pequenos jarros de vidro, tigelas, pratos de cerâmica, pratos de madeira, suportes para pratos, e todo tipo de aparato usado na cozinha chinesa. Culturalmente falando, a reunião das pessoas ao redor da comida é especialmente importante na China. É um momento festivo, de diálogos sobrepostos, dos sons percutidos e friccionados dentro de uma rica coreografia culinária. Procurei extrair alguns desses elementos e organizá-los num discurso musical que celebra movimento, diversidade de gestos e cores, e principalmente júbilo.”

 

Drama(1995), para três percussionistas, também do compositor Guo Wenjing,foi escrito para parecer um drama chinês. Embora existam três percussionistas, ele usa apenas um tipo de instrumento de percussão, os pratos chineses. O compositor inovou muitas articulações criativas para três pares de pratos chineses. Além disso, ele exige que os artistas também falem e cantem.

 

Arthur Rinaldi(1980) bacharel em Música com Habilitação em Composição e Regência, Mestre e Doutor em Música pela UNESP. Atuou em diversos locais como docente de matérias teóricas, com destaque para a atuação junto ao Instituto de Artes da UNESP de 2008 a 2012. Atualmente, é professor junto à Faculdade Santa Marcelina (FASM) e à EMBAP/UNESPAR. Desenvolve pesquisas diversas sobre o repertório musical contemporâneo, com especial interesse pelos procedimentos de organização formal. Suas composições foram apresentadas em eventos como a V Bienal Internacional de Música Eletroacústica de São Paulo e o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

 

Septeto(2008), foi composta tendo como ponto de partida a proposta de uma composição para instrumentos de percussão  tradicionais da cultura musical brasileira. O discurso sonoro da peça combina elementos rítmicos e timbrísticos característicos dos instrumentos escolhidos (como o berimbau e o pandeiro, bebendo diretamente da utilização destes no repertório folclórico/popular) com elementos da particulares da linguagem musical contemporânea (como a construção de texturas complexas). O resultado sonoro é uma peça caracteristicamente contemporânea que explora algumas das potencialidades musicais destes instrumentos, contribuindo para a sua inserção no repertório das salas de concerto. A peça recebeu o 1º lugar no I Concurso Nacional de Composição para Instrumentos de Percussão Brasileiros – Hildegard Soboll Martins.

 

Tona Scherechen Hsiao(1938) foi uma das primeiras compositoras a trazer elementos chineses dentro da música de vanguarda da Europa. Filha da compositora chinesa Xiao Shuxian e do regente alemão Hermann Scherchen, ela passou grande parte de sua infância e adolescência na Suíça, vivendo na China de 1950 a 1956. Muitas de suas composições apresentam títulos chineses, sendo que a influência das artes e do pensamento chineses em seu trabalho são mais conceituais que literais.  A única exceção é justamente a obra Yi (1973) – uma suíte para uma marimba tocada por dois músicos, na qual a compositora recorda e apresenta várias melodias folclóricas ouvidas durante aqueles anos vividos na China. É uma obra comovente, dedicada à sua mãe, a qual Tona provavelmente não pôde ver por aproximadamente três décadas devido à situação política na China.

 

Carlos Stasi (1963), compositor-intérprete de mais de cem obras para percussão, é diretor do Grupo PIAP e do programa de percussão da UNESP - Universidade Estadual Paulista. Realizou o mestrado no Instituto de Artes da California (CalArts), onde também lecionou, e é PhD pela Universidade de Natal em Durban,  África do Sul.  É integrante do duo ello com Luiz Guello e duo aba com Alisson Amador. Tem um extenso trabalho de pesquisa realizado com os instrumentos da família dos raspadores – reco-recos: composições, pesquisas em mais de 30 países, artigos e o livro O Instrumento do Diabo – Música, Imaginação e Marginalidade (2011).

 

33 Samra Zabobra (1987), uma das poucas obras deste compositor para grupo de percussão, foi composta para a primeira turnê do Grupo PIAP aos Estados Unidos em 1987. Resultado de parte de suas pesquisas com o instrumento reco-reco, a obra apresenta estilo diferente de suas outras peças para esse instrumento, onde força, energia e técnica são explorados ao limite. Apresenta diferentes técnicas originais de execução, tanto para o reco-reco como para a matraca.

	 

 

 

Para increver-se, envie um e-mail para elis.santos@institutoconfucio.unesp.br com o assunto: `Inscrição Dia do Instituto Confúcio`.

 

Maiores informações, entre em contato com a secretaria do Instituto Confúcio na Unesp de segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h e aos sábados, das 9h às 14h00,  através dos telefones (11)2066-5950, ou e-mail: secretaria@institutoconfucio.unesp.br


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